segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Dinastias Merovíngia e Carolíngia (versão 1)

Merovíngios

O Reino Franco (inicialmente na época dos Merovíngios, ocupava parte significativa da atual França, Alemanha, Suíça e Países Baixos entre os séculos V e VII), foi organizado por Clóvis, no século V, fundador histórico da dinastia merovíngia. (neto do fundador semi lendário Meroveu). Convertido ao cristianismo, Clóvis firmou aliança com a Igreja, garantindo assim a sobrevivência dos seus domínios. Os seus sucessores deram continuidade à obra de consolidação de um reino centralizado.
A partir do século VII, contudo, os reis merovíngios perderam muito de seu poder e as funções governamentais e administrativas passaram às mãos dos prefeitos do paço (ou prefeitos do palácio), altos funcionários da administração real. Por isso, os governantes francos passaram a ser denominados reis indolentes. Coube a um desses prefeitos do paço, Pepino d'Heristal, determinar que o cargo passasse a ser hereditário. Sucedido por seu filho Carlos Martel, que venceu a Batalha de Poitiers, em 732, derrotando os árabes estabelecidos na Península Ibérica e impedindo-os de avançar para a Europa Central.
O filho de Carlos Martel, Pepino o Breve, foi aclamado rei dos francos, iniciando a dinastia carolíngia. Essa nova dinastia esta legitimada miticamente pela vitória de Carlos Martel, em Poitiers, quando as tropas muçulmanas foram finalmente, e a muito custo, repelidas. Os monarcas merovíngios estavam agora reduzidos a um simples papel honorífico, pois a cristandade havia sido salva por Martel e não pelo monarca, pouco tempo seria necessário esperar para que fossem destituídos do poder: Pepino, o Breve, com o apoio do Papa à pretensão de governar os Francos, em 751, derruba o último soberano merovíngio, Childerico III.

Carolíngios
Sob o seu comando, os francos venceram os lombardos estabelecidos no Norte da Itália. As terras conquistadas foram cedidas ao Bispo de Roma, constituindo-se, assim, o patrimônio de São Pedro (terras da Igreja). Após a morte de Pepino o Breve, subiram ao trono seus dois filhos, Carlos e Carlomano. Falecido este, Carlos Magno, o maior guerreiro medieval, tornou-se o único.
Empreendendo grandiosas campanhas militares, Carlos Magno conseguiu reunificar quase toda a Europa Ocidental. Por impor o catolicismo a todos os povos, conquistados e conceder terras à Igreja, na noite de Natal de 800, foi sagrado Imperador do Ocidente, pelo Papa Leão III. Foi restaurado, assim, a maior parte do Império Romano dó Ocidente, agora com capital na cidade de Aix-la-Chapelle.
Carlos Magno dividiu seu império em províncias, onde concedia aos nobres o privilégio de governá-las com autoridade política e jurídica, em troca de lealdade e de uma parte dos rendimentos das regiões.
Os condados (correspondentes às antigas cidades) eram administrados por condes. Na. fronteiras foram estabelecidas as marcas, governadas por margraves ou marqueses. Os ducados, que compreendiam condados e marcas, eram zonas de jurisdição militar comandadas por duques, o mais alto título de nobreza feudal abaixo do imperador.
Os nobres administradores eram fiscalizados pelos “missi dominici” (que em latim significa “enviados do senhor”), eram homens de confiança de Carlos Magno. Os “missi” eram sempre dois: um leigo e um eclesiástico que percorriam as províncias verificando se as leis estavam sendo cumpridas e se o povo não tinha queixas a fazer.
Apesar de pouco instruído (era quase analfabeto), Carlos Magno incentivou a educação, criou escolas de leitura em latim, protegeu artistas, sábios e professores, financiou trabalhos de preservação de antigas obras romanas, pode-se afirmar que sob o Império Carolíngio, a Europa Ocidental tentou recuperar uma grandeza cultural perdida desde a decadência de Roma.
Aqui podemos perceber uma divergência de caminhos com o Oriente bizantino da mesma época. Em Constantinopla não se nota nada que se pareça com a vitalidade das discussões escoláticas e da reflexão que permite o aparecimento das escolas e das Universidades ocidentais.
Entre os sábios que freqüentavam a corte do imperador, destacam-se Alcuino, monge inglês considerado o maior intelectual da época; Leldrade, bibliotecário da corte; Equinardo, historiador que escreveu A Vida de Carlos Magno; Paulo Diácono, historiador de origem lombarda. A fama e o prestígio de Carlos Magno ultrapassou as fronteiras de seu império, sendo admirado até mesmo pelos árabes de seu tempo Califa Harum-al-Rachid. de Bagdad presenteou o imperador com a chave do Santo Sepulcro). Devido ao interesse pela cultura, a época Carlos Magno é conhecida como renascimento carolíngio.
Decadência do Império Carolíngio
Após a morte de Carlos Magno, em 814, subiu ao trono seu filho Luís o Piedoso, que não fez um bom governo. Sua morte, em 840, desencadeou a disputa do trono entre seus três filhos. A questão foi resolvida legalmente através do Tratado de Verdun, de 843, que dividiu o império em três regiões. Lotário herdou a Lotaríngia, faixa de terra que passava pelo Norte da Itália, pela Suíça e terminava na Holanda. Luís o Germânico ficou com a Germânia, que corresponde à Alemanha e à Áustria atuais. Carlos o Calvo ficou com o território da atual França.
No final da dinastia carolíngia, subiu ao poder, na França, Hugo Capeto, cuja dinastia (capetíngia) governou até o final da monarquia francesa (século XVIII). Na Germânia, depois dos carolíngios, subiu ao poder Oto I o Grande, que fundou o Sacro Império Romano Germânico, extinto apenas no século XIX.
Desde a divisão do império, contudo, o poder real enfraqueceu-se cada vez mais. Apesar do tratado, os sucessores de Carlos magno continuaram lutando entre si, o que gerou a guerra civil e o fortalecimento do poder dos administradores provinciais.
A crise acelerou-se quando da ocorrência de uma nova invasão de povos bárbaros. Do norte vieram os normandos (vikings escandinavos) e do leste os magiares (húngaros).
A insegurança e a destruição geradas pelas guerras e pelas invasões provocaram a regressão acentuada das atividades industriais; o declínio da produção agrícola; a regressão comercial, devido à interrupção das rotas terrestres e a decadência das cidades. O novo quadro deu origem a uma forma de organização econômica, social e política que caracterizou o mundo medieval do Ocidente: o feudalismo.
Fonte(s):
http://www.triplov.com/espirito/maria_de_magdala/parte3/merovingios.htm Site português que desenvolve a interessante, porém ainda não provada ascendência dos reis merovígios. Acesso dia 09/10/2009;
Baschet, Jérome. A civilização feudal, do ano mil à colonização da América, trad. Marcelo Rede, São Paulo, Editora Globo, 2006, pp.78-81.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Merov%C3%ADngios A Wipedia e os Merovingios. Acesso 09/10/2009
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dinastia_carol%C3%ADngia De novo a Wikipedia e agora os Carolíngios. Acesso em 09/10/2009

3 comentários:

  1. Professor, quem fala aqui é o Donizete! Estudo um bocadinho de história, e gostaria de saber o que o senhor tem a me dizer sobre os Druidas! O básico que eu sei é que eram sacerdotes celtas(Região entre a a Gália, Irlanda e Bretanha) Eu gostaria saber mais sobre eles! Com certeza é uma classe de clerigos, mas eles tinham funções específicas? Tem alguma curiosidade histórica sobre eles? E outros... Espero com mui atenção, Donizete! Tenha-te boas férias!

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  2. Qual a diferença entre os Merovingios e os Carolingios ?????
    Obrigado

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  3. Professor aqui quem escreve é a Jeana, eu gostaria de saber um pouco mais sobre a influência de roma, germanos e igreja na idade média se o senhor puder me ajuda eu ficaria imensamente agradecida. Eu sei um pouco mas falta muita coisa pra eu terminar a minha pesquisa e necessito de ajuda, pois é urgente.

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